Podridão de esclerotinia
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Podridão de esclerotinia

Sclerotinia sclerotiorum
DOENCA FUNGO 7 produtos registrados
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Sintomas Visuais na Lavoura

Podridão de esclerotinia — sintomas na lavoura
Manchas aquosas e amareladas nas folhas, murcha localizada e presença de micélio branco algodonoso nas áreas afetadas.
Podridão branca e macia nos caules e vagens, com formação de escleródios negros e endurecidos na superfície ou interior dos tecidos, levando à morte da planta.
Folhas, caule, vagens e ramos

Descrição Geral

A podridão de esclerotinia é uma doença fúngica que afeta principalmente o feijão-caupi e outras espécies de feijões, causando murcha e apodrecimento das partes aéreas das plantas. O patógeno Sclerotinia sclerotiorum desenvolve estruturas de resistência chamadas escleródios, que sobrevivem no solo por longos períodos, dificultando o manejo da doença.

Agente Causal

Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary, fungo Ascomycota, ordem Helotiales, família Sclerotiniaceae

Ciclo da Doença

1
Sobrevivência
O fungo sobrevive no solo na forma de escleródios resistentes por vários anos, mesmo na ausência da cultura hospedeira.
2
Germinação dos escleródios
Sob condições favoráveis de umidade e temperatura, os escleródios germinam produzindo esporos ou micélio que infectam a planta.
3
Infecção
O micélio penetra tecidos da planta, iniciando a colonização e causando sintomas visíveis.
4
Desenvolvimento da doença
O fungo se espalha nos tecidos, produzindo micélio branco e escleródios, que se formam para garantir a sobrevivência.
5
Disseminação
Os esporos são dispersos pelo vento, água ou contato, iniciando novos ciclos infecciosos.

Condições Favoráveis

15-25°C, com ótima atividade em torno de 20°C
Alta umidade relativa (>85%) e solo úmido favorecem a germinação e infecção

Disseminação

A doença se espalha principalmente por esporos liberados no ar, água de irrigação ou chuva, e por escleródios presentes no solo e restos culturais. A disseminação por sementes é rara.

Monitoramento

Inspeção visual das plantas para identificação de sintomas iniciais e presença de micélio branco algodonoso e escleródios nos tecidos afetados
Nível de ação: Início dos sintomas visíveis ou presença confirmada de escleródios no campo

Métodos de Controle

Cultural
Rotação de culturas com plantas não hospedeiras para reduzir o inóculo no solo. Eliminação e destruição de restos culturais infectados para diminuir a fonte de inóculo. Uso de espaçamento adequado para melhorar a circulação de ar e reduzir umidade no dossel
Biológico
Uso de fungos antagonistas como Trichoderma spp. para controle biológico do patógeno
Químico
Aplicação de fungicidas preventivos e curativos, respeitando recomendações técnicas e períodos de carência, é indicada para manejo integrado, especialmente em áreas com histórico da doença

Importância Econômica

A podridão de esclerotinia pode causar perdas significativas na produtividade do feijão-caupi e outras variedades de feijão no Brasil, comprometendo a qualidade das vagens e reduzindo a rentabilidade dos produtores.

Produtos Registrados para Controle

Existem 7 produtos registrados no MAPA para controle de Podridão de esclerotinia.

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Você sabia?
Os escleródios de Sclerotinia sclerotiorum podem sobreviver no solo por mais de 5 anos, tornando o manejo da doença um desafio a longo prazo.

Culturas Afetadas (2)

Feijão-caupi Feijões

Fonte: Embrapa Agropecuária Oeste