Podridão de esclerotínia
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Podridão de esclerotínia

Sclerotinia sclerotiorum
DOENCA FUNGO 4 produtos registrados
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Sintomas Visuais na Lavoura

Podridão de esclerotínia — sintomas na lavoura
Manchas aquosas ou encharcadas nas folhas, caules ou frutos, que evoluem para áreas necróticas e murcha das partes afetadas
Presença de micélio branco algodonoso e escleródios pretos na superfície das lesões, apodrecimento total do tecido e colapso da planta
Folhas, caules, frutos e raízes

Descrição Geral

A podridão de esclerotínia é uma doença causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum que afeta diversas culturas agrícolas, provocando murcha e apodrecimento das partes infectadas. Caracteriza-se pela formação de estruturas chamadas escleródios, que permitem a sobrevivência do patógeno no solo por longos períodos.

Agente Causal

Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary, fungo ascomiceto pertencente à família Sclerotiniaceae

Ciclo da Doença

1
Sobrevivência
O fungo sobrevive no solo na forma de escleródios resistentes, que podem permanecer viáveis por vários anos.
2
Germinação dos escleródios
Em condições favoráveis de umidade e temperatura, os escleródios germinam produzindo micélio ou apotécios que liberam ascosporos.
3
Infecção
Os ascosporos ou micélio infectam tecidos jovens da planta, iniciando a colonização e a formação de lesões.
4
Desenvolvimento
O micélio se espalha nos tecidos da planta, causando necrose e produção de novos escleródios.
5
Disseminação
Os escleródios caem no solo para iniciar novo ciclo ou os ascosporos são dispersos pelo vento para infectar outras plantas.

Condições Favoráveis

15-25°C, com ótima atividade entre 18-22°C
Alta umidade relativa (>85%) e solo úmido favorecem a germinação e infecção

Disseminação

Principalmente por esporos liberados pelo vento, escleródios presentes no solo, restos culturais contaminados e ferramentas agrícolas

Monitoramento

Inspeção visual das plantas para identificar sintomas iniciais e presença de micélio branco e escleródios
Nível de ação: Iniciar controle ao detectar os primeiros sintomas ou presença de escleródios para evitar disseminação

Métodos de Controle

Cultural
Rotação de culturas com plantas não hospedeiras para reduzir inóculo no solo. Eliminação e destruição de restos culturais infectados. Evitar irrigação excessiva e melhorar a drenagem do solo
Biológico
Uso de fungos antagonistas como Trichoderma spp. para supressão do patógeno
Químico
Aplicação de fungicidas deve ser realizada preventivamente ou logo após o aparecimento dos primeiros sintomas, respeitando as recomendações técnicas e períodos de carência

Importância Econômica

A podridão de esclerotínia causa perdas significativas na produtividade das culturas de feijão-fava, feijão-guandu, feijão-mungo e mamão no Brasil, afetando a qualidade dos produtos e aumentando os custos de produção devido ao manejo necessário.

Sintomas

{'iniciais': 'Manchas aquosas ou encharcadas nas folhas, caules ou frutos, que evoluem para áreas necróticas e murcha das partes afetadas', 'avancados': 'Presença de micélio branco algodonoso e escleródios pretos na superfície das lesões, apodrecimento total do tecido e colapso da planta', 'parte_afetada': 'Folhas, caules, frutos e raízes'}

Condições Favoráveis

{'temperatura': '15-25°C, com ótima atividade entre 18-22°C', 'umidade': 'Alta umidade relativa (>85%) e solo úmido favorecem a germinação e infecção', 'outros': 'Solo com pH neutro a levemente ácido (5,5 a 7,0), solos compactados e com matéria orgânica elevada aumentam a incidência'}

Ciclo da Doença

[{'fase': 'Sobrevivência', 'descricao': 'O fungo sobrevive no solo na forma de escleródios resistentes, que podem permanecer viáveis por vários anos.'}, {'fase': 'Germinação dos escleródios', 'descricao': 'Em condições favoráveis de umidade e temperatura, os escleródios germinam produzindo micélio ou apotécios que liberam ascosporos.'}, {'fase': 'Infecção', 'descricao': 'Os ascosporos ou micélio infectam tecidos jovens da planta, iniciando a colonização e a formação de lesões.'}, {'fase': 'Desenvolvimento', 'descricao': 'O micélio se espalha nos tecidos da planta, causando necrose e produção de novos escleródios.'}, {'fase': 'Disseminação', 'descricao': 'Os escleródios caem no solo para iniciar novo ciclo ou os ascosporos são dispersos pelo vento para infectar outras plantas.'}]

Monitoramento

{'metodo': 'Inspeção visual das plantas para identificar sintomas iniciais e presença de micélio branco e escleródios', 'frequencia': 'Monitoramento semanal durante períodos de clima favorável (primavera e outono)', 'nivel_acao': 'Iniciar controle ao detectar os primeiros sintomas ou presença de escleródios para evitar disseminação'}

Importância Econômica

A podridão de esclerotínia causa perdas significativas na produtividade das culturas de feijão-fava, feijão-guandu, feijão-mungo e mamão no Brasil, afetando a qualidade dos produtos e aumentando os custos de produção devido ao manejo necessário.

Produtos Registrados para Controle

Existem 4 produtos registrados no MAPA para controle de Podridão de esclerotínia.

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Você sabia?
Os escleródios de Sclerotinia sclerotiorum podem sobreviver no solo por até 8 anos, tornando o controle da doença um desafio a longo prazo.

Culturas Afetadas (4)

Feijão-fava Feijão-guandu Feijão-mungo Mamão

Fonte: Embrapa Agropecuária Oeste