Bicudo
Anthonomus grandis
INSETO
211 produtos registrados
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Descrição Geral
O bicudo-do-algodão (Anthonomus grandis) é considerada a praga mais destrutiva do algodão nas Américas. Originário do México, chegou ao Brasil em 1983 pelo Rio Grande do Sul e se dispersou rapidamente por todas as regiões produtoras. O adulto é um besouro de 5–8mm, de coloração cinza-marrom com um rostro (bico) longo e curvo característico. Fêmeas utilizam o rostro para perfurar botões florais e maçãs para oviposição e alimentação. É a principal razão pela qual o algodão no Brasil é cultivado principalmente no Cerrado (onde o inverno seco interrompe o ciclo do bicudo).
Monitoramento
Usar armadilhas de feromônio (grandlure) para monitoramento de adultos. Inspecionar botões florais e maçãs para orifícios de oviposição e alimentação. Nível de ação: 5% de estruturas atacadas; 5 adultos/armadilha/semana. Monitorar semanalmente a partir do início do florescimento. Inspecionar as bordas da lavoura com maior frequência.
Métodos de Controle
Cultural
Destruição de restos culturais imediatamente após a colheita (principal medida de controle). Plantio antecipado e uniforme. Colheita antecipada. Vazio sanitário (período sem algodão no campo) de pelo menos 90 dias. Uso de variedades precoces. Eliminação de plantas voluntárias.
Biológico
Beauveria bassiana é o principal agente de controle biológico registrado para o bicudo. Parasitoides: Bracon mellitor e Heterolaccus grandis parasitam larvas. Predadores naturais incluem pássaros e aranhas. O controle biológico é complementar ao químico.
Químico
Organofosforados (malatiom, clorpirifós) e piretroides (bifentrina, lambda-cialotrina) são os mais utilizados. Neonicotinoides (imidacloprido) têm boa eficácia. Aplicar quando a população atingir o nível de ação. Pulverizar nas bordas da lavoura (onde os adultos entram primeiro). Realizar 2–3 aplicações semanais em períodos de alta pressão.
Importância Econômica
Principal praga do algodão nas Américas. Nos EUA, causou perdas de US$ 1 bilhão/ano antes do programa de erradicação. No Brasil, é a principal razão pelo alto custo de produção do algodão. Os gastos com inseticidas para seu controle superam R$ 400 milhões anuais. O programa de manejo do bicudo no Brasil envolve mais de 1 milhão de hectares.
Resistência a Inseticidas
Resistência a organofosforados e piretroides documentada em algumas regiões. Rotação de grupos químicos recomendada.
Produtos Registrados para Controle
Existem 211 produtos registrados no MAPA para controle de Bicudo.
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Algodão
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Fonte: Embrapa Algodão; MAPA; IMAmt; Comitê Nacional de Manejo do Bicudo